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Espelho, espelho meu, existe alguém mais saudável do que eu?

Assuntos: Autoconhecimento, Saúde | Autor: Joana Cardoso | | Postado em 17.09.2014

psicologo jardim botanicoO “saudável” está na moda. Não há nada mais “in” que comer bem, se exercitar, aproveitar o dia, e beber bastante água. As coca-colas na mamadeira foram substituídas por suco verde e os fast foods por um apelo ao orgânico. É inegável que o movimento trouxe uma tomada maior de consciência, mas até que ponto o que faz bem é saudável?

           Prefira grelhado ao frito, suco ao refrigerante, integral traz mais nutrientes, gordura trans faz mal, evite glúten, introduza a quinoa. Essas são vozes que aparecem simultaneamente a cada refeição. A escolha dos alimentos está cada vez mais dissociada apenas do prazer, do sabor, das memórias e das sensações. Não seria justo desqualificar essa onda em prol da saúde, mas tenho observado que o limite entre a saúde e a doença está cada vez mais estreito e de difícil contorno. Qual seria então esse limite? Quanto mais saudável, melhor?

           Acredito que para um hábito ser considerado saudável ele não pode ser tratado sem flexibilidade. Todos nós devemos ter prioridades, preferências, e convicções. Porém, para nos trazer saúde, essa ordem não pode ser fixa e imutável. Então, faz bem ir todos os dias a academia, mas, se você deixa de ir ao aniversário da sua melhor amiga porque o horário era de malhar, isso deixa de ser positivo para você. Comer salada é um ótimo hábito, mas, se a feijoada de formatura te deixa angustiada por sair do seu costume, esse hábito não está te fazendo bem.

  É paradoxal, contudo o que faz bem pode, muitas vezes, fazer mal. Não é porque a princípio não tem contra-indicação que pode ser administrado em altas doses. Lembre-se: até água em exagero afoga. Esse comportamento que você cultiva pode ser uma ótima maneira de te fazer se sentir bem, mas não pode ser a única. A vida tem múltiplos prazeres. É preciso explorá-los. Quando você enxerga apenas um, a lente está focada demais.

           Qual seria então a justa medida da saúde? No meu ponto de vista, para um comportamento ser avaliado como saudável, ele não deve te aprisionar. Lógico que uma alimentação equilibrada e uma rotina de exercícios trazem benefícios, mas arriscaria dizer que, de vez em quando, uma pipoca no cinema, um brigadeiro no aniversário, e um champagne com as amigas fazem tão bem quanto. Já dizia o ditado: a diferença entre o antídoto e o veneno está na dose. E salve a pizza de domingo!

 psicólogo Jardim Botânico Joana Cardoso é psicóloga especialista  em transtornos alimentares. Realiza atendimentos individuais, de família e casal no bairro do Jardim Botânico, Rio de Janeiro, RJ.  

 

 

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