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Sozinho sim, solidão não!

Assuntos: Autoconhecimento, Autoestima, Psicoterapia e Mudança | Autor: Tathiana Almeida | | Postado em 14.01.2014

como tratar a solidão                             “Por muito tempo achei que a ausência fosse falta.

E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim!”

Carlos Drummond de Andrade

De repente a monotonia de um dia igual aos outros, você se percebe só. Por vezes é o que deseja, mas hoje não! Um convite para jantar, cinema ou um simples encontro em um bar, onde a bebida é só uma desculpa para se estar juntos, seria bem vindo! Começam então as investidas sociais. Algumas ligações, incontáveis mensagens para amigos e nem tão amigos assim. Nenhum convite, nada!

As horas correm e não há mais opção, a não ser Iniciar os preparativos para uma noite feliz em sua própria companhia. Compra seu vinho favorito, algumas de suas músicas tocam ao fundo. Seleciona filmes e coisas bem gostosas pra devorar não podem faltar. Porém, sente a presença de vozes indesejáveis: ‘Caramba! Sábado à noite, eu aqui sozinho! Nenhum encontro, ninguém pra conversar! Lá fora, amigos felizes em festas, a cervejinha gelada, as risadas!’. Pronto! Sente o gostinho da solidão. Se vê distante de todos os acontecimentos da noite de sábado. Afinal o que você vai contar depois? Nenhuma exposição nas redes sociais?

Perdendo o medo da solidão…

Lembro-me de um pedacinho de uma crônica “A solidão amiga” de Rubem Alves, que dizia assim…

“As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos de festas, elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro”.

Estar sozinho não significa solidão. Usufruir da própria companhia pode ser reconfortante em muitos momentos.É um período para colocar as ideias em dia, onde o auto-isolamento serve para que se processe uma mudança interna necessária para a percepção das próprias singularidades. Quando sozinhos, tendemos a ser mais fiéis aos nossos desejos, pois existem coisas que só podem ser aproveitadas na solidão. Ninguém é obrigado a gostar das mesmas músicas e filmes que você, não acha? Mas ainda há um preconceito grande que se associa a momentos de profundo abandono, desproteção e falta de companhia. Há pessoas que jamais vão a um cinema ou a um restaurante sozinhas, elas temem que todos à sua volta estejam olhando e pensando: ‘Veja aquele solitário, um fracassado que não conseguiu respeito, amizade ou amor de ninguém’. E não é por aí! Ninguém está só quando curte a própria companhia.

Quanto mais nos cuidamos, mais a relação conosco será boa, agradável e feliz. Por isso, é imprescindível cuidar da alma. Sabe aquele lugarzinho que tem lá dentro da gente? É onde deveríamos depositar tudo que nos faz bem, que nos alimenta espiritualmente. Da mesma forma que nos alimentamos com critérios de qualidade para manter uma boa saúde, é fundamental aprender a se nutrir internamente!

Como ficar bem sozinho?

Primeiramente nutra-se!

Não sabe como?

Inicie pelas coisas mais simples:

  •   Um novo corte de cabelo pode ser um primeiro passo. Simboliza “um novo eu”;
  •  Selecione músicas que goste de ouvir e as ouça logo pela manhã;
  •   Compre um livro. Uma leitura agradável pode lhe proporcionar momentos de alegria e bem estar;
  •  Arrume o guarda-roupa. Reúna tudo que não queira e leve a uma igreja ou instituição. Além de ajudar pessoas, estará praticando o desapego.
  •  Redecore o seu ambiente! Troque móveis e objetos. Que tal pintar a parede da cor que mais gosta? Precisa sentir-se bem neste local!

Dando passos maiores…

  •  Em uma cartolina escreva suas metas. Coloque datas (início e fim), e não esqueça de listar ao lado pequenos passos para alcançá-las;
  •  Faça um curso, algo que goste e que tenha um objetivo profissional;
  •  Busque fazer exercícios físicos regularmente que se aproxime do seu jeito de ser;
  • Programe uma viagem. Viajar pode ser muito bom para colocar as ideias em ordem.

Movimento é vida!

Ao dar movimento a sua rotina, situações ao seu redor se modificam. Usufruirá de sua companhia sentindo-se mais interessante e nutrida. Tudo precisa começar em você, não tente mudar o outro, mude a si mesmo, reinvente-se! E como diz nosso sábio Mário Quintana:

Não corra atrás das borboletas…
cuide do seu jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando…
mas quem estava procurando por você!”

Gostou da matéria? Clique aqui e conheça mais  sobre o trabalho da psicóloga Thatiana Almeida! 

 

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