-
Blog leia todos os artigos publicados pelos nossos psicólogos

Bullying: Comportamento e Intervenção

Assuntos: Criança e Adolescente | Autor: Patrícia Souza | | Postado em 01.12.2014

psicologo duque de caxias, tijuca Botafogo O Bullying é entendido atualmente como uma prática prejudicial ao convívio daqueles que são caracterizados como diferentes da maioria e que são perturbados pelas brincadeiras de seus companheiros de sala. Esses comportamentos se expandiram ao redor do mundo, sendo identificados até mesmo na internet como o “ciberbullying” quando acontecem atos verbais de violência contra alguém no meio virtual.

A Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção á Infância e á Adolescência (Abrapia) considera que o Bullying pode ser identificado por meio de algumas ações: “colocar apelidos, ofender, zoar, gozar, encarnar, sacanear, humilhar, fazer sofrer, discriminar, excluir, isolar, ignorar, intimidar, perseguir, assediar, aterrorizar, amedrontar, tiranizar, dominar, agredir, bater, chutar, empurrar, ferir, roubar, quebrar pertences.”.

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE) 2012 divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) O Bullying é um dos vilões da adolescência, que envolve quase 30% dos estudantes brasileiros – seja praticando ou sofrendo a violência caracterizada por agressões verbais ou físicas, intencionais, aplicadas repetidamente contra uma pessoa ou um grupo. Mas a grande maioria desse total, 20,8%, é formada por agressores. Ou seja, um em cada cinco jovens na faixa dos 13 aos 15 anos pratica Bullying contra colegas no Brasil.

Bullying como Ofensa aos Princípios Morais: 

Os comportamentos de Bullying  ofendem os princípios morais dos envolvidos, e consequências judiciais podem ser usadas para tentar punir os praticantes. As escolas também podem ser responsabilizadas por atos cometidos e negligenciados.

A prática do Bullying é classificada como direto quando vítimas são atacadas diretamente, ou seja, quando são atacadas fisicamente, ou indireto, quando estão ausentes, que é o praticado pelas costas, espalhando boatos negativos em frente à mesma. Além desses dois, estão entre os tipos de Bullying: verbal, escrito, emocional, sexual e ciberbullying. (LOPES NETO, 2005).

Quando não há intervenções efetivas contra o Bullying, o ambiente escolar torna-se totalmente contaminado. Todas as crianças ou adolescentes, sem exceção, são afetadas negativamente, passando a experimentar sentimentos de ansiedade e medo. Alguns alunos, que testemunham as situações de Bullying, quando percebem que o comportamento agressivo não traz nenhuma consequência a quem o pratica, poderão achar por bem adotá-lo. Todos os alunos têm o direito de se sentirem seguros quando vão para a escola, infelizmente não é o que acontece.

Estratégias de Prevenção:

É necessário criar estratégias de prevenção na escola, pois as crianças e adolescentes têm os seus direitos asseguradas pela lei.

Inicialmente a escola precisa reconhecer a existência do Bullying e tomar consciência dos prejuízos que ele pode trazer para o desenvolvimento sócio educacional e para a estruturação da personalidade de estudantes, necessitam capacitar seus profissionais para a identificação, o diagnóstico, a intervenção e o encaminhamento adequado de todos os casos ocorridos em suas dependências. As instituições de ensino têm o poder de conduzir o tema a uma discussão ampla, que mobilize toda a sua comunidade, para que estratégias preventivas e imediatas sejam traçadas e executadas com o claro propósito de enfrentar a situação.

A escola desempenha um papel de grande importância no desenvolvimento social de crianças e adolescentes e não pode ser considerada apenas como um espaço destinado à aprendizagem formal ou ao desenvolvimento cognitivo. Portanto, a escola precisa se transformar, adaptar-se à realidade e às demandas culturais atuais e atuar no sentido de prevenir e controlar o Bullying, assim como outros comportamentos interativos inadequados e prejudiciais ao desenvolvimento, e não funcionar como um agente mantenedor do sofrimento psicológico dos envolvidos nessas situações.

Gostou da matéria? Entre em contato e conheça o trabalho da psicóloga Patrícia Souza 

psicologo rjPatrícia Souza é psicóloga e atende crianças e adultos em Botafogo, Tijuca e Duque de Caxias. 

Referencias:

Compartilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Planilhas para você + saiba mais
Sublocação de Sala + saiba mais
Cursos e Grupo de Estudos + saiba mais
Todos os direitos reservados © 2013 Senhora Terapia Design por xCake