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Falando sobre morte com as crianças

Assuntos: Criança e Adolescente | Autor: Ana Paula L. Mêda | | Postado em 09.06.2014

falando sobre morte com as criançasConversar com as crianças sobre morte não costuma ser uma tarefa fácil. Muitas vezes acreditamos que a criança “não dará conta”, “sofrerá demais”, “não estará preparada”, mas quem está? Lidar com este tema significa encarar que toda vida tem um fim. Isto pode ser bastante angustiante para uma criança, assim como o é para o adulto.

 Pode ser um tanto tentador – muitas vezes pela dificuldade pessoal – esconder de seu filho(a) a morte de um animal de estimação ou até mesmo de um ente querido. Acontece que as crianças são muito sensitivas, elas acabam captando a mudança de energia da família. Logo, esconder pode gerar ansiedade e insegurança para a criança, que sente, mas não pode entender o que está acontecendo.

 Como conversar sobre morte com as crianças? 

Nem sempre se faz necessário esperar a morte de alguém próximo para que você possa conversar com seu filho(a) a esse respeito. Ainda que não nos demos conta, as crianças entram em contato com este tema desde muito cedo, através de filmes, desenhos e noticiários de TV. Porém, é muito importante levar em consideração a capacidade de compreensão da criança ao que será dito.

 Não precisamos dar explicações detalhadas, que podem confundir ou não fazer sentido para ela. Experimente responder de acordo com o que é perguntado, deixe que a criança dite o ritmo. Buscar filmes, livros ou mesmo exemplos do dia-a-dia, como uma plantinha ou um bichinho que morre, pode auxiliar no esclarecimento de que a morte faz parte do ciclo da vida.

 Perguntas como: “o que acontece quando a pessoa morre?”, “para onde elas vão?” abarcam diferentes possibilidades de resposta, o que vai depender das crenças pessoais e familiares a respeito da morte. É importante deixar claro que outras pessoas, culturas e religiões podem encarar a morte de muitas formas. Sua honestidade possibilitará uma relação de confiança com a criança, fazendo com que ela se sinta mais segura.

 O que evitar?

Dizer que a pessoa “dormiu para sempre” não costuma ser uma boa opção, já que a criança pode fantasiar a respeito de ir dormir e não acordar mais, inclusive em relação a ela mesma. Usar a metáfora de uma viagem também pode não ser apropriado, na medida em que a criança pode imaginar que todos aqueles que viajam não voltarão.

A criança deve ir ao funeral?

Por ser um ritual de despedida, o funeral pode auxiliar na elaboração do luto. É o momento em que a criança poderá ver concretamente que aquela pessoa não poderá mais abrir os olhos, andar, falar. Busque explicar para ela como será, dê uma noção das cenas que ela presenciará e deixe que ela decida se quer ir.

É importante que alguém possa acompanhá-la durante todo o funeral, para caso ela não queira mais estar ali. Pode ser uma pessoa de confiança da criança que não esteja tão envolvida na perda.

Uma boa opção seria levar a criança ao funeral de um ente que não seja tão próximo a ela. Dessa forma se torna possível experimentar a despedida de uma forma menos sofrida, não só para ela, como para os adultos de sua confiança (pais, tios, etc.).

  Falando sobre morte com crianças: Luto

Assim como nós adultos, as crianças precisam passar pelo luto. Muitas crianças podem apresentar alterações de comportamento quando alguém próximo falece e deixa de fazer parte de seu dia-a-dia, tais como: queda do rendimento escolar; agitação; medo de dormir sozinho(a).

O luto é um processo! Os sintomas apresentados pela criança podem representar um pedido de ajuda. É muito importante que haja espaço para que ela expresse seus sentimentos, o que pode ser feito através de brincadeiras e desenhos, por exemplo. Encoraje seu filho(a) a expressar o que sente, compartilhe experiências e não tenha medo de “sofrer” com ele(a). Tudo isso propicia um ambiente de conforto e segurança, além da sensação de não estar sofrendo sozinho.

Caso os sintomas perdurem e você encontre alguma dificuldade para lidar com eles, busque informação e apoio junto à escola e considere procurar um psicólogo infantil, que poderá lhe auxiliar e ajudar na elaboração do luto da criança.

 Gostou da matéria? Entre em contato e marque uma consulta com a psicóloga Ana Paula L. Mêda!

 

psicologo-barra-da- tijuca-rjAna Paula L. Mêda  é psicóloga clínica e realiza atendimentos a crianças, adolescentes e adultos na Tijuca ( Praça Saens Pena ) e Barra da Tijuca (Parque das Rosas), na cidade do Rio de Janeiro-RJ. Clique aqui e conheça mais sobre seu trabalho!

 

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