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O uso de tablets por crianças: em busca do desenvolvimento ou culpa disfarçada

Assuntos: Criança e Adolescente | Autor: Maria Luiza | | Postado em 24.11.2014

 psicólogo centro e Copacabana rjO uso de tablets e smatphones por crianças vem, cada vez mais, preocupando pediatras, psicólogos e outros especialistas. Pelo segundo ano consecutivo, os tablets lideraram a lista de presente mais pedido pelas crianças. Mesmo sem saber ler, as crianças conseguem escolher, sozinhas, filmes para assistir, jogos, ver fotos, etc.

    Atualmente, é muito comum os pais deixarem os filhos por horas nos dispositivos, pois além de eles entreterem as crianças e servirem como babá eletrônica, os pais acreditam que os filhos estarão aprendendo algo com os aplicativos.

       O fato de os tablets oferecerem, ou não, algum benefício educacional ainda é um tema de bastante controvérsia.Alguns especialistas alertam que não há qualquer prova de que passar muito tempo navegando em um tablet ofereça benefício em relação ao desenvolvimento das crianças. Esta navegação tira das crianças o seu elemento natural: brincar, interagir com outras crianças, com os adultos (ao vivo), e usar brinquedos comuns, palpáveis, que não sejam digitais.

Já outros especialistas acreditam que os tablets e smartphones são benéficos do ponto de vista educacional. Porém, um consenso é geral entre eles: a criança não deve ficar mais de duas horas utilizando este tipo de aparelho e o uso deve ser acompanhado pelos adultos.

       Quem já não esteve em um restaurante e não presenciou uma mesa com uma criança entretida, calminha e comportada, assistindo a um filme ou brincando no tablet? Este e outros dispositivos têm auxiliado os pais, assumindo a função de babá eletrônica. É compreensível que educar uma criança, mantê-la comportada em ambientes públicos e próprios a adultos seja difícil, constrangedor e exaustivo. Pretendo, a partir deste texto, propor uma reflexão sobre as novas formas de relação, de interação, que vêm se constituindo nas famílias, e as possíveis consequências das mesmas.

       Pais, convido vocês a pensarem no que desejam ser o melhor para seus filhos. O primeiro passo para isso é pensar na educação e nos tipos de brincadeiras que vocês, pais, tiveram. Bola, boneca (o), pique-“alguma coisa”, maquiagem, casinha, elástico, pular corda, lego, jogos de tabuleiro, futebol, médico, dentista, vídeo game, professor, cientista, entre muitas outras formas de brincar. Compreendo que o contexto sociocultural atual mudou, é outro. Com a influência da mídia, com a revolução tecnológica, com o perigo e medo das ruas, e o surgimento de novas formas de brincar, aquelas brincadeiras e brinquedos de sua época já não atraem mais as crianças de hoje. O que é natural. Provavelmente, as antigas brincadeiras dos nossos avós, dificilmente nos atrairiam também.

       Não há, por enquanto, um certo ou um errado, mas sim, o que acreditamos ser melhor, mais saudável e benéfico para nossas crianças. Ao utilizarmos o tablet como babá eletrônica por horas, estamos perdendo a oportunidade de interagirmos com o nosso filho, de conhecê-lo, de inseri-lo na linguagem, na cultura, na família, na importância que ele tem para nós; de possibilitar a ele uma percepção de si mesmo, do seu corpo, da sua voz e também do outro que está ali para apoiá-lo. É a partir destas interações (reais), que construímos vínculo de amor, de confiança, que contribuirão para o desenvolvimento emocional e psicológico da criança.

           A questão que coloco para refletirmos é: será que não estamos usando estes dispositivos como estratégias para aliviar a culpa que sentimos por não poder estar tão presente na vida dos nossos filhos? O que podemos fazer para interagir mais com nossas crianças, dar limites a elas, ter paciência e disposição para educar

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 psicologo-copacabanaMaria Luiza Iusten é psicóloga clínica, graduada em psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2014),  Terapeuta Familiar Sistêmica, formada pela Núcleo- Pesquisa Moisés Groisman (2014).  Atende crianças, adolescentes e adultos no bairro de Copacabana, Rio de Janeiro. 

Fonte de apoio:

http://dicaspaisefilhos.com.br/bebes-e-criancas/uso-de-tablets-por-criancas/

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