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Depressão: o que fazer?

Assuntos: Estresse, Depressão e Síndrome do Pânico, Saúde | Autor: Rosiane Seixas | | Postado em 10.11.2013

tratamento_depressão      Há momentos em nossas vidas que somos surpreendidos por  acontecimentos de forte impacto, os quais podem gerar sentimentos difíceis de lidar. A perda de um ente querido; ser acometido por alguma doença; a chegada da velhice; e o desemprego, são situações, dentre inúmeras, que podem provocar tristeza. Também há outros momentos, em que esse sentimento surge sem estar claramente associado à algum fato. É importante prestar atenção na forma como estamos lidando com o sentimento de tristeza. Em alguns casos, a tristeza pode tomar proporções maiores e tornar-se depressão.

Diferença entre tristeza e depressão

            Ao longo da vida, vivemos uma gama de sentimentos e sensações e tendemos a rejeitar alguns deles. Dentre eles encontra-se a tristeza, sentimento bastante desagradável. Geralmente não queremos senti-la, assim como sentir raiva, inveja e medo.

            Essa postura é resultado de como fomos ensinados por nossos pais, professores e aqueles que fizeram parte de nossa educação, os quais diziam que estes sentimentos não poderiam ser expressos. Por exemplo, se uma pessoa perde alguém próximo, é comum que lhe digam para ser forte e não chorar. De fato, é possível superar as adversidades da vida, mas há um tempo necessário para que expressemos o que estamos sentindo. A tristeza irá aparecer em nossas vidas e esta também deve ser expressa, pois não há como fugir dela.

            Este tipo de tristeza costuma ser chamada pelos médicos de “depressão reativa” ou “vivencial”, por se caracterizar uma reação “normal” (SILVA, 2001, p. 140). Porém, deve-se atentar para a intensidade e duração da mesma. Espera-se que depois de um certo tempo a pessoa retorne ao seu ritmo costumeiro de vida.

Quando a tristeza não vai embora

            Quando o sentimento da tristeza se prolonga por muito tempo, provocando uma dificuldade no relacionamento com as outras pessoas, interferindo na realização das tarefas diárias do indivíduo, levando este a não sentir prazer em realizar suas atividades, é um sinal de que as coisas não vão bem e este indivíduo precisa de cuidados.

            Atualmente a depressão atinge um grande número de indivíduos no mundo todo. Na depressão, há um sentimento de desesperança, um sentimento de desistência. A pessoa tem dificuldades de se ver no futuro, pois não há motivação para fazer planos e idealizar sonhos. A energia está voltada para a desesperança.

            O documento de classificação, Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV), serve como instrumento de diagnóstico de transtornos mentais. Conforme este manual, existem nove critérios para identificar a depressão, sendo eles: estado deprimido a maior parte do tempo; anedonia (falta ou perda da capacidade de sentir prazer); sensação de culpa ou inutilidade excessivas; dificuldade de concentração, fadiga, distúrbios do sono, agitação ou lentificação psicomotora; aumento ou redução significativa de peso; e ideias recorrentes de morte e suicídio (SANTIAGO & HOLANDA, 2013, p.39).

            Estes critérios ajudam a identificar o estado de depressão, que será considerada: leve, moderada ou grave.

Causa da depressão

            É difícil dizer com certeza o porquê de uma pessoa entrar em depressão. Se temos uma pessoa que entrou em estado depressivo após uma desilusão amorosa, podemos ter outra que também viveu o mesmo fato, mas não decaiu. Com isso, percebemos a singularidade da forma como cada um enxerga os acontecimentos de sua vida e a forma única de lidar com os fatos. Assim, os motivos serão entendidos conforme as particularidades da vida de cada indivíduo. Isto confirma a importância da pessoa olhar para a própria vida e tentar compreender o sentido de sua existência.

O que fazer com a depressão?

            Quando identificada a depressão, procurar ajuda psicológica é fundamental. Em alguns casos, também há o tratamento farmacológico. O tratamento indicado varia conforme as particularidades de cada caso. Pode-se somente realizar a psicoterapia, e dependendo da gravidade pode-se realizar a psicoterapia ao mesmo tempo em que se utilizam os medicamentos.

            Muitas pessoas acreditam que somente com o tratamento medicamentoso sairão da depressão. Correm o risco de se tornarem dependentes do remédio. Os fármacos atuam no organismo físico, trazendo uma sensação de bem-estar. Entretanto, somente o seu uso não irá proporcionar a compreensão da dinâmica de vida do sujeito, tão importante para sair do estado depressivo em que se encontra.

Psicoterapia e depressão

            O entendimento da forma como age nas relações com o mundo, sejam elas: as relações com as pessoas; o meio de trabalho; o convívio familiar; os sentimentos perante os acontecimentos da vida e tudo mais que afete o indivíduo, também ajuda no entendimento do processo depressivo.

            A psicoterapia possibilita este entendimento, o que leva ao autoconhecimento. Com o conhecimento sobre si e sobre o mundo a sua volta, o indivíduo pode enxergar outras possibilidades de viver, e pode decidir com maior clareza como quer conduzir sua vida em diante.

 Gostou da matéria? Entre em contato e conheça o trabalho realizado pelo psicóloga Rosiane  Seixas! 

Rosiane Seixas

Rosiane Seixas é psicóloga, graduada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2013), Gestalt- terapeuta em formação pelo “Curso de Especialização em Gestalt-terapia” do IPGF ( Instituto de Psicologia Gestalt em Figura, 2016).

Referências:

SILVA, M. A. D. Quem ama não adoece: o papel das emoções na prevenção e cura das doenças.  Ed: Best Seller, 2001.

SANTIAGO, A; HOLANDA, A. F. Fenomenologia da depressão: uma análise da produção acadêmica brasileira. Rev. Abordagem gestalt.. Vol 19. no.1. Goiânia. Jul. 2013. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809686720130001000 06&lng=pt&.


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