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Nosso primeiro encontro

Assuntos: Psicoterapia e Mudança | Autor: Lívia Bione | | Postado em 05.05.2014

A primeira sessão de tpsicologo centro rjerapia é um momento extremamente significativo para a construção do processo psicoterapêutico como um todo, uma vez que, nesse primeiro contato, normalmente, as emoções estão mais afloradas e isso traz uma vivacidade singular para o encontro cliente e terapeuta. Esta atmosfera é construída, principalmente, pela presença de expectativas que emergem de ambas as partes, expectativas nutridas por perguntas diversas tais como “Quem será essa outra pessoa?”, “Como será que ele(a) é?”,  “Será que ele(a) poderá mesmo me ajudar?” e, ainda, “Será que eu poderei ajudar?”. Nesse texto, analisaremos algumas questões relativas a esse momento inicial.

A atitude de agendar uma primeira entrevista com um psicólogo não representa por si só um movimento de mudança, nem mesmo uma abertura efetiva daquele que buscou, para compreensão da dor sentida. Se por um lado, alguns clientes verbalizam uma vivência de resistência em procurar um psicólogo, pois ainda muito contaminados com as mais variadas estereotipias vinculadas à figura desse profissional, outros o fazem com mais facilidade, enquanto outros afirmam que só o fizeram por sugestão e/ou imposição de seus familiares, amigos, companheiro(a) etc. Na primeira sessão, o psicólogo estará atento à história apresentada por esse novo cliente, observará como ele atuou em suas relações e como, essa história se desenrolou até culminar no agendamento da entrevista.

Algumas questões aparecem de forma recorrente no discurso de muitos clientes como “entraves” para a busca de psicoterapia. Uma questão comum gira em torno da legitimidade do problema vivido, o quanto ele pode ser considerado um problema real, principalmente, se comparado com tantas outras dificuldades vivenciadas por outras pessoas e, no mundo de forma geral. Como considerar a dificuldade sentida na vida profissional, conjugal, familiar como sendo um problema de fato, uma vez que, neste mesmo momento, há pessoas com fome na Somália e guerras territoriais acontecendo? Comparar seu próprio problema com os de outrem abre sim uma possibilidade de redimensionamento da sua própria questão, porém, não representará por si só uma solução para a dor que se sente. Ao contrário, simples comparações apartadas de um processo de conscientização sustentam, na verdade, a negação como uma defesa para aquilo que aflige, que promove angústia, ansiedade, medo…

Diante disso, ao psicoterapeuta cabe esclarecer que o que se exercitará no processo psicoterapêutico não é um julgamento daquilo que causou sofrimento, que a escuta do psicólogo não é uma avaliação se aquilo que é dito pelo cliente é uma queixa certa ou errada, verossímil ou factível. Normalmente, num primeiro contato com possíveis novos clientes, o psicoterapeuta tem a oportunidade de esclarecer essa e outras questões que se fizerem presentes distanciando o cliente de um lugar de julgamento São as angústias que se tornaram entraves para a vida e são sentidas como barreiras para sua felicidade que terão lugar, é o pesar frente situações de vida que parecem não se diluir, a frustração e o desgaste emocional frente às dificuldades antigas e intransponíveis.

Este primeiro encontro com o psicólogo representa o momento de exposição dos motivos que determinaram a busca pela psicoterapia, representa o momento de esclarecer as dúvidas que emergirem e, ainda, de avaliação quanto à possibilidade de ser iniciado o acompanhamento ou não. É possível, em alguns casos, que na entrevista, por alguma razão, uma das partes ou ambas identifique que a terapia não deverá ser iniciada. Por exemplo, se o psicólogo percebe que o caso demanda algum conhecimento técnico que ele não domina e/ou que ele não se sinta confortável para lidar, é indicado que o mesmo encaminhe ou indique ao cliente outro profissional devidamente habilitado.

Ao promover neutralidade, confidencialidade e, além disso, garantir a avaliação e orientação de um técnico competente, . Num primeiro encontro, temos as primeiras impressões que são sim importantes para o processo como um todo, porém, elas poderão ser reforçadas ou descartadas com o tempo. O relacionamento entre cliente e psicoterapeuta é construído e, dessa forma, a primeira sessão será o começo de uma história que será sempre tecida por dois.

Gostou da matéria? Entre em contato e agende uma entrevista com a psicóloga Lívia Bione!

psicólogo_centro_rioLívia Bione é Psicóloga, graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2006),  Gestalt- terapeuta formada pelo “Curso de Especialização  em Psicologia Clínica com ênfase em Gestalt-Terapia” da UCL (Universidade Celso Lisboa, 2009). Atualmente, cursa Gestão em Recursos Humanos pela UNESA. 

Atende adolescentes e adultos no centro do Rio de Janeiro, RJ. 

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