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Suicídio

previnir sucídio         Dados do CVV (Centro de Valorização da Vida) mostram que o suicídio é uma questão de saúde pública: a cada 40 segundos, uma pessoa se mata no mundo, totalizando até 20 milhões de pessoas por ano. Atingindo pessoas de todos os gêneros, idades e classes sociais, um dado que chama a atenção é o crescimento da estatística brasileira: 32 pessoas tiram a própria vida diariamente, especialmente os jovens.

                Esse é um assunto que vem despertando interesse, sendo tema de séries de televisão, jogos e, consequentemente, de estudos recentes, no mundo inteiro. Ainda assim, o suicídio é visto como um tabu para a sociedade, uma vez que atinge crenças pessoais e religiosas. Pode-se perceber isso pelo fato de ser uma das maiores causas de morte no planeta e ter um dos menores investimentos em campanhas de prevenção.

                O suicídio é um gesto de autodestruição que objetiva dar fim a uma situação ou sentimento percebido como insuportável pelo sujeito. É visto como uma saída, uma possibilidade de resolução do problema. Quem tenta ou comete suicídio procura resolver uma questão, aliviar seu sofrimento, buscar atenção, ou, em alguns casos, punir quem enxergam como causa de sua dor. É uma tentativa de comunicação, desesperada e violenta, mas que diz algo para as pessoas ao redor.

Essa atitude é fruto de um isolamento sentido como intolerável, ainda que a pessoa não esteja fisicamente só. A solidão é a visão do potencial suicida – as pessoas podem se sentir sozinhas mesmo que estejam no meio de uma multidão. A percepção do “estar sozinho” pode ser resultado de cobranças fortes, internas ou externas, sensação de fracasso, desesperança, depressão, ansiedade, ou outros transtornos psicológicos, aliados a poucos recursos para transformação do quadro.

O importante é saber que a tentativa de suicídio é uma maneira de pedir ajuda, sendo, portanto, uma ideia que pode ser mudada: segundo a Organização Mundial de Saúde, 90% dos casos de suicídio poderiam ser prevenidos. O que acontece é que nem sempre o sujeito em desespero tem o impulso, a força necessária para solicitar auxílio. Dessa forma, observar atitudes diferentes, de isolamento, de mudanças nos hábitos diários, em amigos e familiares, pode fazer toda a diferença, pois a atitude suicida não surge repentinamente, é fruto de um processo.

                No país, temos a rede voluntária CVV, que realiza apoio emocional e prevenção do suicídio há mais de 50 anos, atendendo gratuitamente todas as pessoas que desejam conversar, por telefone, email, chat e Skype, 24 horas todos os dias. Profissionalmente, a psiquiatria e as diversas terapias procuram fazer com que o sujeito tome consciência de suas potencialidades através do autoconhecimento.

A terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) se baseia na premissa de que os sentimentos e o comportamento do sujeito são influenciados pela forma como ele percebe o mundo, ou seja, pela interpretação, muitas vezes distorcida, que se faz das situações. A TCC vai procurar entender e solucionar, juntamente ao paciente, os problemas por trás da ideação suicida, atuando na mudança do olhar do paciente sobre a vida. Essa nova percepção será o alicerce para buscar um grau maior de motivação e esperança de um futuro melhor.

                A grave crise econômica, pela qual o Brasil e o mundo atualmente passam, é um dado que tende a agravar as estatísticas de suicídio, pois afloram a insegurança do bem-estar de cada indivíduo, gerando situações de competitividade, insensibilidade e, por consequência, sendo um caminho para o desenvolvimento de transtornos emocionais. Não ter medo de falar sobre o assunto é a principal medida para superá-lo, pois a prevenção acontece quando conhecemos o problema.

psicólogo MéierCarla Telles é psicóloga clínica, graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Formou-se terapeuta Cognitivo-Comportamental pelo Centro de Psicologia Aplicada e Formação (CPAF-RJ). Realiza atendimentos psicoterapêuticos em consultório localizado no bairro do Méier, Rio de Janeiro, RJ.

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