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O dilema das escolhas

Assuntos: Autoconhecimento | Autor: Daniele Dornelles | | Postado em 23.06.2015

O dilema das escolhasAs escolhas fazem parte da vida: escolhemos desde o restaurante em que vamos almoçar ou se iremos casar e ter filhos. Precisamos arcar, diariamente, com as consequências de nossas decisões, sejam pequenas ou grandes, rápidas ou lentas, conscientes ou não. O processo de escolha é subjetivo, pois cada indivíduo escolhe a partir de seus valores, crenças, objetivos, gostos e interesses.

Com tantas possibilidades à nossa disposição hoje em dia podemos ficar paralisados e angustiados pois  o medo de tomar uma decisão equivocada pode gerar ansiedade e, além disso, cada escolha implica uma renúncia. Segundo Mussak (2011, p.2), “Escolher é uma das coisas a que mais o homem se dedica. Não há um dia sequer que não tenhamos que decidir sobre alguma coisa. Portanto, é melhor aprender a conviver com isso e tirar proveito”.

Como sentir mais segurança sobre nossas escolhas e tirar proveito delas

O autoconhecimento e a informação são fundamentais para realizarmos escolhas mais conscientes. Precisamos, antes de tudo, entrar em contato com nossos valores, crenças e  é sempre bom refletir quais são nossos objetivos e o que é mais importante para nós no momento de cada decisão.Algumas questões podem ser levantadas: Quais são as consequências de sua escolha? O que é mais importante para você nesse momento? Quais são os riscos que envolvem sua escolha?O que você deseja com sua escolha? Devemos sempre ponderar e avaliar os prós e os contras, pensando no futuro de nossas escolhas e em nossa responsabilidade.

Quando nos informamos, avaliamos a realidade de cada situação e sentimos um pouco mais de segurança. Por exemplo, quando optou por trabalhar em uma empresa nova, se informou sobre a sua filosofia e o ambiente de trabalho?

Outro fator que pode facilitar nossas decisões é saber o que não queremos para poder eleger o que, de fato, queremos e, assim, eliminarmos o que não nos serve. Tenha em mente o que pode ser excluído de sua vida.

Sobre nossas influências

Recebemos influências da sociedade, da família e de amigos, podemos ouvir diversas opiniões sobre o que devemos fazer, mas o que é ideal para um indivíduo ou sociedade pode não ser ideal para você. Não podemos reprimir nossos desejos a ponto de minar nossa autonomia e autenticidade. Segundo Moran (2007, p.1) “A tentação é muito grande de seguir a orientação externa, de olhar sempre para os demais para depois agir e, em doses excessivas, isso nos prejudica muito”. Temos sempre que colocar na balança o que queremos e não queremos, repensar, mesmo com medo diante das incertezas e do novo, qual é a melhor escolha para nós.

A escolha envolve maturidade

Escolher pode ser difícil, no entanto, é a partir desta dificuldade que exercitamos nossa maturidade, percebemos que não podemos ter e fazer tudo o que queremos. Para Mussak (2011, p.3), ”(…) Escolher é exercer a liberdade, com suas prerrogativas e responsabilidades. E a liberdade só pode ser bem exercida por quem está preparado para ela, ou seja, quem tem maturidade intelectual e emocional para tanto. A liberdade é um valor adulto”.Precisamos de coragem para sermos livres e assumirmos as consequências das escolhas que são mais significativas em nossas vidas.

Portanto, apesar de envolver riscos e perdas, escolher é um presente, nos dá a oportunidade de amadurecimento e autoconhecimento. É a partir das escolhas que experimentamos nossa autonomia, podemos aprender com nossos erros e acertos, perdas e ganhos, frustrações e vitórias. Como disse Mussak (2011, p.3): “Poder escolher é bom, muito bom, ainda que dê alguma dor de cabeça. Escolher angustia, não poder escolher mortifica”.

psicologo largo do macgadoDaniele Dornelles é psicóloga clínica. Psicopedagoga clínica de crianças com dificuldades de aprendizagem e Orientadora Profissional clínica de adolescentes e adultos – trabalho com re-orientação e planejamento de carreira.

Referências bibliográficas

BURLAMAQUI, L. A arte de fazer escolhas: Insights e contos baseados em princípios quânticos para manifestar o seu poder pessoal. Belo Horizonte: Alpeh,2014, 232 p.

MORAN, J. Causar impacto ou fazer escolhas coerentes?Texto complementar ao livro Desafios na Comunicação Pessoal, 2007, p.75. Disponível em: <http://www.eca.usp.br/prof/moran/site/textos/desafios_pessoais/impacto.pdf> Acesso em: 16 out. 2014.

MUSSAK, E. A arte de fazer escolhas. Revista Vida Simples, n. 106, 2011. Disponível em: <http://eugeniomussak.com.br/a-arte-de-fazer-escolhas>. Acesso em 13 de maio de 2014.

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