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A Escolha do Parceiro: o que queremos deixar na nossa família de origem e o que queremos levar para nossa família

Assuntos: Relacionamentos | Autor: Maria Luisa Iusten | | Postado em 16.06.2015

Toda família é marcada por suas crenças, tradições, missões e regras familiares e podemos percebê-las  ao olharmos para a família de um amigo ou do nosso parceiro. Veremos que elas são diferentes em muitos aspectos. Podemos citar alguns exemplos:

  • Regra de todos almoçarem juntos sentados à mesa X todos almoçam da forma que quiserem;
  • Algumas famílias têm lugares demarcados na mesa, outras não.
  • Dinheiro: algumas lidam com o dinheiro de forma econômica, guardando sabe se lá para o quê. Outras são econômicas, mas gastam com os prazeres da vida; e ainda tem aquelas que não têm nenhum controle financeiro,gastam sem poder.
  • Fronteiras: algumas famílias permitem que as pessoas de fora entrem com mais facilidade e influenciem as decisões familiares (ex: famílias que nunca fecham a porta de casa, nas quais transitam pessoas 24 horas por dia; e aquelas que não são resistentes à entrada de um novo parceiro). Mas há também aquelas que são rígidas, que se fecham a qualquer contato com o exterior, não permitem mudanças ou a influência de qualquer pessoa que não seja da própria família (ex: assista o filme “Os Croods”).

Quando duas pessoas se unem, levam para este relacionamento todo o funcionamento próprio e singular da sua família de origem. Este funcionamento envolve o que aprenderam sobre papéis de homens e mulheres na relação (igualdade de papéis, homem provedor, mulher dona de casa, homem ativo, mulher passiva e vice- versa); sobre a maneira de um casal se relacionar em público e na frente dos filhos (dar as mãos, beijar, abraçar, acariciar, etc); sobre a forma de lidar com o dinheiro (controlar para futuros planos, gastar com prazeres da vida, viajar, investir, etc); sobre como cuidar da casa (mania por limpeza, ser relaxado(a); sobre a forma de educar os filhos (dar limites, ser permissivo, permitir uso de eletrônicos ou não, ensinar a pedir benção aos avós, tipo de alimentação, etc), entre muitos outros padrões de funcionamento que levamos da nossa família de origem para a nova relação que iremos construir.

Pergunte-se: O que você quer levar da sua família de origem, da relação dos seus pais, dos seus avós, tio e tias para o seu relacionamento amoroso?

Você pode pensar que não  tem nada de parecido com eles, ou que não leva nada consigo do que aprendeu na forma de sua família funcionar.

 Somos marcados a ferro e fogo pelas nossas famílias, e essas marcas, quando não reconhecidas, podem produzir conflitos no nosso relacionamento, paralisar nosso desenvolvimento emocional e, muitas vezes, profissional.

É importante que na união do casal, os parceiros tenham consciência do que estão levando de suas famílias, daquilo que é diferente e que pode gerar conflitos. Ao tomarem consciência dessas questões, podem negociar o que é bom, aceitável e que desejam levar, e o que é ruim, que não querem reproduzir, deixando ficar. Feita esta negociação e tomando consciência dos padrões de funcionamento de sua família de origem, podem estabelecer um compromisso (contrato conjugal) baseado em expectativas reais, em maneiras de funcionar previamente estabelecidas e negociadas, etc.

É claro que o “contrato conjugal” deve ser reatualizado e renovado de tempos em tempos, pois as marcas da nossa família estarão em nós para sempre.O importante é tomarmos consciência delas a fim de escolhermos aquilo que será mais saudável para nós.

psicologo centro rioMaria Luiza Iusten é psicóloga, Terapeuta Familiar Sitêmica e atende crinaças, adolescentes e adultos em Florianópolis, SC. 

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