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Impotência Sexual

Assuntos: Sexualidade | Autor: Renata Vaz | | Postado em 03.11.2014

Impotência SexualA impotência, segundo o DSM-IV, é a incapacidade de se obter ou manter uma ereção adequada para a prática da relação sexual e causa acentuado sofrimento ou dificuldades interpessoais. Não deve ser confundida com fata de interesse sexual, nem com dificuldade em ejacular ou atingir o orgasmo.

Ereção      

   A ereção masculina é apenas uma das 3 fases que compõem o ato sexual. Inicialmente há a fase do desejo, seguida pela fase de estimulação-ereção e finalizando com o orgasmo. A ereção, em seu resultado final, é um acontecimento circulatório (vascular) que se inicia pela atividade neurológica, portanto, para ter início deve haver uma complexa interação de eventos neurológicos e vasculares. Normalmente a ereção se inicia por uma estimulação psicológica (percepção, desejo etc.) no sistema nervoso central que passa a controlar o chamado sistema nervoso autônomo e este, através da inervação simpática e parassimpática, acaba por resultar na ereção do pênis.

Fatores Orgânicos e Impotência Sexual     

Alguns fatores orgânicos que podem provocar a Impotência Sexual são doenças vasculares que causam entupimento das artérias e veias, prejudicando a chegada do sangue ao pênis, também as patologias que comprometem o sistema nervoso, como por exemplo, parkinson, a diabetes, a falta do hormônio masculino testosterona, que começa a declinar a partir dos 45 anos de idade, ou mais raramente distúrbios como o priapismo (ereção continuada por muito tempo), o qual pode causar a coagulação do sangue dentro do corpo cavernoso, levando à impotência irreversível. A impotência orgânica pode ainda ser decorrente da doença de Peyronie (provoca endurecimento de certas áreas do pênis, entortando-o) ou de rompimento da estrutura peniana, uma espécie de fratura do pênis por algum acidente, bem como o fumo, o álcool e alguns medicamentos.

Fatores Psicológicos        

  Uma vez excluídas as causa orgânicas, a ansiedade, juntamente com a insegurança e o medo de não cumprir direito o seu papel podem levar o homem a não conseguir a ereção, principalmente os jovens. O homem é culturalmente educado para ser “macho” e sua auto-estima pode estar diretamente ligada a sua capacidade sexual. Por isso, o próprio medo do fracasso faz descarregar na corrente sangüínea grande volume de adrenalina, hormônio secretado pela glândula supra-renal que ativa certos neurotransmissores e inibe outros, entre os quais aqueles responsáveis pelo mecanismo da ereção.

         Em pessoas mais maduras a deficiência de ereção também pode estar relacionada a dificuldades em criar vínculos afetivos com a parceira ou ainda a conflitos intrapsíquicos. A liberação da mulher moderna também assusta homens mais maduros e contribui para aumentar sua insegurança. É muito freqüente a visita ao consultório de homens que se consideram impotentes por não conseguirem viver a sexualidade no casamento.

         De modo geral, todo paciente com impotência tem algum fator psicológico associado, seja como causa da disfunção ou como conseqüência. Junto com doença principal, haverá também o medo e a expectativa de ter que conviver com a impotência. A preocupação excessiva que a pessoa tem em relação à sua performance sexual é causa comum de impotência, principalmente se o homem já começar a relação achando que vai falhar ou que não vai conseguir satisfazer sua parceira.

Tratamento indicado       

  Seja qual for sua natureza, orgânica ou psicológica, a Impotência Sexual costuma ter cura e, obviamente, o primeiro passo para a cura será um diagnóstico correto. Um dos exames realizados para estes diagnósticos é a eletroneuromiografia, ou teste de intumescência peniana noturna, realizada com auxílio de um equipamento denominado Rigiscan, em laboratórios de sono. Como todo homem tende a ter ereção dormindo, esse aparelho mede a qualidade e a quantidade da ereção durante o sono. A grosso modo, se as ereções espontâneas noturnas forem satisfatórias, isto significa fortemente que o distúrbio tem fundo psicológico. Outro recurso usado para o diagnóstico é o Duplex scan ou ecodopler peniano, um equipamento usado para medir o fluxo arterial do pênis e identificar eventuais obstruções.

         Quando a origem é emocional existem dois caminhos de tratamento, um passa pelo processo psicoterapêutico do homem que apresenta os sintomas, através da ampliação do auto conhecimento, que permite que a pessoa identifique como está construindo tal sintoma, o que gera a natural superação do quadro e o outro passa pela terapia de casal, cujo objetivo é aprender sobre o funcionamento da relação. Em determinadas situações a conjunção dos dois processos se faz necessária.

         A impotência não tratada pode propiciar o surgimento de outros sintomas como, por exemplo, a ejaculação precoce, uma vez que o indivíduo, por medo de não conseguir manter uma ereção até o final do ato sexual, acaba ejaculando rapidamente.

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