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Terapia de Grupo: O que é e para que serve?

Assuntos: Terapia de Grupo | Autor: Priscila Marques | | Postado em 21.07.2014

terapia de grupo

Terapia de Grupo:

Existem diferentes modalidades de psicoterapia. Terapia Individual, Casal, Família e Grupo. Cada uma delas tem sua importância e algo para contribuir a quem se submete a elas.

Muitas pessoas por pré-conceito e/ou por desconhecimento sobre a psicoterapia em grupo, buscam a terapia individual, porém em alguns casos a terapia de grupo pode ser até mais indicada.

Vivemos inseridos em vários tipos de grupos: familiares, de estudo, trabalho, lazer, etc. Assumimos determinados papéis, lugares e funções em cada um desses grupos. Estamos o tempo todo trocando com outras pessoas, seja num grupo íntimo ou quando vamos comprar pão. Desempenhamos comportamentos que foram aprendidos ou passados para nós. Temos regras, valores e padrões que devemos cumprir. Ou seja, somos seres em constante relação com os outros.

Acredito que a terapia de grupo tenha muito a contribuir para os clientes que se submetem a tal acompanhamento, e que possa se tornar muito mais rica do que uma terapia individual, por diversos motivos. Observo em minha prática uma grande dificuldade das pessoas em estarem em contato umas com as outras, queixando-se sempre dos impasses que vivem nessa troca. E muitas vezes, também da sensação de isolamento, não compreensão e solidão. Algumas pessoas, inclusive, relatam que tem dificuldades de estarem inseridas em grupos e lutam para se relacionarem e envolverem-se com os outros. Observado isto, vejo na terapia de grupo uma grande aliada na tentativa de trabalhar estas, entre outras queixas e dificuldades, que as pessoas que chegam ao meu consultório apresentam.

Na Terapia de Grupo, busca-se a interação entre seus membros, compartilhar experiências, socialização, aceitação, trabalhar conflitos emocionais, entre outros. Temos a oportunidade de lidar com pessoas com diferentes bagagens de vida, que chegam com suas formas de colocar-se no mundo e maneiras de experimentar as coisas e passam a interagir umas com as outras, através de trocas e intervenções entre elas. 

Para Martins (2001 p.43), o grupo representa um recorte da vida social, pois implica em relação e espelha o cotidiano em que estamos todos inseridos.

Os grupos podem ser homogêneos, ou seja, com pessoas com problemas, sintomas e doenças semelhantes, ou heterogêneos, com indivíduos que possuem dificuldades diferentes e que buscaram a terapia por motivos distintos.

Benefícios da Terapia de Grupo:

No grupo o indivíduo poderá fazer contato com outras pessoas, experimentar o novo, buscar novas formas de agir, ao invés de continuar cristalizado em seus comportamentos.

O cliente também tem a oportunidade de experimentar dentro do grupo o que vive fora dele. Explorando a forma como se coloca no mundo, favorecendo assim a tomada de consciência do que está vivendo, das suas sensações e comportamentos, da maneira como está funcionando no seu contato com o outro, descobrindo que é responsável por suas escolhas e podendo adquirir novas formas de agir.

Na terapia de grupo, seus membros têm a oportunidade de beneficiarem-se com o que está sendo trabalhado em outros clientes através da observação do que está sendo trazido, dos feedbacks e das intervenções feitas tanto pelos terapeutas como pelos demais membros do grupo, abrindo espaço para autodescobertas. Inclusive alguns clientes que atendi em diferentes grupos, diversas vezes me deram retornos dizendo que já haviam aprendido várias coisas observando a fala de seus companheiros de grupo e a dos terapeutas. Para Martins (2001 p.46), “o grupo possibilita uma maior compreensão de si e dos outros à medida que todos participam e contribuem na resolução dos problemas dos outros. Este contato irá permitir que todos experienciem o aqui e agora com outras pessoas”. E ainda, segundo Vinogradov (1992 p.20) “Em todos os grupos de terapia, os pacientes tornam-se extremamente úteis uns aos outros: compartilham problemas similares e oferecem apoio, reasseguramento, sugestões e insight uns aos outros.”

Público alvo:

Qualquer pessoa pode participar de uma terapia de grupo.

No geral são as pessoas que buscam esse tipo de acompanhamento, ou então procuram por uma terapia individual e se deparam também com esta modalidade de atendimento como opção de terapia. Pessoas que vem por diferentes motivos e/ou procuram dar conta de diferentes necessidades. Alguns optam por ela por ser uma terapia “mais barata”, porém é importante que o cliente entenda que o objetivo desta modalidade de terapia não é a diminuição do custo da terapia, mas sim a troca, feedbacks e vivências que vão acontecendo no interior do grupo.

O terapeuta de Grupo:

Quem irá ditar o caminho a ser percorrido pelo grupo serão seus próprios componentes. O terapeuta tem o papel de facilitar a entrada do cliente no grupo, acompanhar o movimento e o momento em que o grupo se encontra, auxiliando-os nesta caminhada e trabalhando os medos e outras questões que vão surgindo. O terapeuta funciona como um facilitador.

Podemos trabalhar não somente o que é trazido pelo cliente e que ocorreu no exterior do grupo, mas também o que acontece nas relações estabelecidas entre os membros e seus impasses. O que nos deixa mais próximos das dificuldades que o cliente queixa-se e do que estamos trabalhando. E não mais estamos somente nos baseando em relatos, mas sim no que observamos e vivenciamos no grupo.

A arrogância, impaciência, competição, valores, medos, atrações, timidez, inveja, similaridades, diferenças, entre outros sentimentos e características acabam aparecendo no grupo, e o terapeuta tem a oportunidade de trabalhar com o que eles estão vivenciando naquele momento.  Aproximando assim o terapeuta do que o cliente vive, pois não é mais somente um discurso de como ele lida em seus diferentes meios sociais ou como se sente em diferentes ocasiões externas ao grupo, mas sim a oportunidade de o terapeuta acompanhar o que antes era dito em relatos.

Como Trabalho:

Falo da terapia de grupo, feita em consultório particular ou em instituições de ensino, semanalmente, tendo um ou dois terapeutas acompanhando estes clientes, podendo receber novos membros a qualquer momento e também ter a saída de algum componente sem que o grupo esteja acabando.

Trabalho com grupos heterogêneos, que tem dia, hora e local para acontecer.

Considero extremamente importante a assiduidade, o comparecimento sem atrasos constantes, a obrigatoriedade do sigilo e do respeito entre seus participantes e a despedida do grupo, caso a pessoa esteja se desligando do mesmo.

Gostou da matéria? Entre em contato conosco! 

psicologa-tijuca-priscila-marquesPriscila Marques é psicóloga clínica, realiza atendimentos individuais, grupo, casal e família na Tijuca, Rio de Janeiro. Coordenadora de Seminários Nacionais e Internacionais em Gestalt-terapia pelo IGT (2009 a 2011). Membro da Comissão Organizadora do IV e V Congresso de Gestalt-terapia do Estado do Rio de Janeiro (2012/ 2014).

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